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Se o “blues”é a voz do sofrimento do negro americano, John Lee Hooker é o grito!
de DJ JET 1000 ZIK | Sexta, 11 de Julho de 2008
“Singelo dos acordes da guitarra à voz que por vêzes soa fora de tom, em um mantra quase hipnotizante”, descreve a música de John Lee Hooker.
Como o blues que transcende a simples leitura e a caracterização de um gênero musical, “John Lee Hooker” representa umas das maiores influências à música moderna. Em seus quase sessenta anos de carreira soube como nenhum outro, mantendo-se um autêntico “south bluesman“, construir uma presença significativa no cenário musical.
O blues nascido profano dos spirituals dos escravos em uma sociedade segregada e vivendo uma brutal negação existencial, torna-se a voz da alma do negro americano quando fala de seu cotidiano, tornando-se uma das poucas possibilidades de expressão e socialização deste sofrimento.
Triste e melancólico, um repente da guitarra com a voz quase balbuciada, incorpora força ao ser cantado como se arrancássemos nossas últimas forças.
Podemos dizer que este é John Lee Hooker, voz e caracterização, dentro dos instrumentos eletrificados e do volume amplificado da música moderna.
Em 1948, já vivendo em Detroit, uma de suas primeiras gravações, “Boogie Chillen” torna-se um sucesso em vendas e “jukebox”, seguido por “I’m in the Mood” em 1951. John gravou sobre diversos sêlos e com vários pseudônimos (Birmingham Sam, John Lee Booker, Boogie Man, John Lee Cooker, Delta John, Johnny Lee, Texas Slim, and Johnny Williams), as vêzes em versões de suas próprias canções, o dinheiro pago pelos trabalhos não era muito, especialmente para um negro. Seu sucesso “Boom Boom” em 1962 figura nas paradas pop e mais tarde vem a ser gravado por um grupo de rock “Animals”.
John realizou várias turnês pela Europa nos anos 60 no auge de seu “boogie-blues” e devido a impossibilidade de John Mayall e sua banda acompanhá-lo nos shows, formou os “The GroundHoogs” (Tony McPhee, Pete Cruikshank, David Boorman and Tom Parker), nome escolhido entre umas das músicas de John no álbum “House of The Blues”.
O disco “Hooker & The Hoogs” é um exemplo da ponte entre o blues e o rock. Em 1989 grava “The Healer“, o albúm que consagra sua influência e lhe da um Grammy com a música “I’m in the Mood” regravada no disco com a participação de BONNIE RAITT. Voltamos a ouvir John Lee Hooker o ano passado com a inclusão da música “No Shoes” na trilha do filme “American Gangster“.
Não temos dúvidas John Lee Hooker é um grito e pelo tom pessoal, reverbera as raízes do blues ainda em nossos dias!

Vale apena dar uma olhada no vídeo “Tupelo” que acreditamos ser uma perfeita carcterização do estilo de “JOHN LEE HOOKER”
A influência de “JOHN LEE HOOKER” na música moderna - “Roadhouse Blues”
Referências sobre “JOHN LEE HOOKER“:
Claus Röhnisch website
ROSEBUD Agency
“JOHN LEE HOOKER“ Discography
“JOHN LEE HOOKER“Virgin Records website
O trabalho foi grande, uma viagem prazerosa revisitar a trajetória do grande “JOHN LEE HOOKER“, mas ninguém é de ferro. Um encontro com “JOHN LEE HOOKER” para relaxar - “One bourbon, One scotch, One beer”
Rádio JET1000ZIK - Música em nossos ouvidos!
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